Pizza

 

Essa história já virou lenda urbana em lisboa.
Não sei como nem com quem começou. 
A parte que foi contada para mim foi essa:
Um gajo brasileiro vai até uma pizzaria delivery por ser em frente da sua casa.
Ele atravessa a rua entra na pizzaria delivery e pede uma pizza que eu não lembro qual foi,
uns dizem que era de cogumelos, outros de mozzarela (margherita por aqui).
Só que na hora que ele foi pedir a pizza a atendente do outro lado do balcão responde para ele
que essa pizzaria delivery, como o nome já diz, só aceita pedidos pelo telefone.
Ele ficou assustado com a resposta da atendente e não acreditou quando ela responde a mesma coisa pela 3 vez.
Como ele tinha fome, pegou no telefone e na frente dela sem saber se ela iria atender o telefone, ele ligou.
Por incrível que pareca, ela atendeu o telefone e eles conversaram um em frente ao outro.
Feito o pedido ele ficou a espera da pizza.
Quando ele pensou que podia levar a pizza, veio o motoqueiro que não era brasileiro 
e disse que era ele que entregava a pizza e recebia o pagamento.
O gajo não acreditou e teve que atravessar a rua e pegar na sua pizza só quando o motoqueiro recebeu o dinheiro.
Essa foi a história que me contaram, como não aconteceu comigo não sei se é verdade.
Mas toda vez que chega um brasileiro aqui contamos essa história para ele.

 

Po, realmente as vezes as pessoas exageram em suas regras, não? Me fez lembrar uma vez que pedi uma pizza no Pizza Hut às 18h59 e a fulana nao podia me atender antes das 19h. Segundo ela, porque o sistema não aceitava.

E me pergunto: que houve com o bom e velho sistema do papel e lápis? Perder um cliente por um minuto? Evidentemente não pedi a pizza lá. Nem esse dia nem nunca mais.

Essa história da pizza me fez lembrar dos meus tempos de Houston, pós-colegial (no Brasil, o atual "ensino médio"). Andava a pé próximo a uma das megalômanas avenidas texanas e o policial me abordou:

- Is there any problem, Mr.?

- No, I'm just walking.

- Where's your car?

- What car?

- Don't you have any car?

- No.

- (...)

- Can't I walk here?

- People never walk here. You're supposed to have a car.

A partir daí, inferi alguns aspectos da ilustre cultura texana:

1) Sem um carro, você não é gente. Só existe para ser abordado.

2) O costume fala mais alto que qualquer coisa.

3) O ano em que essa história ocorre é 1989. Vinte anos depois, identifiquei a sequência genética da obesidade: V-Í-C-I-O. E como automóveis viciam...

 

Sen sacional! Adorei a história. Sounds a little like Brasilia!!! A Mary vai dizer se não é verdade: pra cruzar a rua da Zona de Hotéis Norte para a Zona e Hotéis Sul (uma avenida faz as vezes de divisa) a pé leva 15 minutos e tem que ser malabarista para se virar no meio de 6 pistas para cada lado com veículos a uns 100kn/h!!!

 

Então vou aproveitar e contar uma que aconteceu na antiga extensão de Portugal na África, mas essa não é lenda urbana.

Fui à uma agência de viagens pagar por dois serviços prestados por eles e pedi notas fiscais separadas. A atendente fez uma nota só, então disse a ela que estava errado e que realmente precisava de notas específicas para cada serviço.

"Hum, não posso", disse ela. Como já estava morando em Angola há algum tempo e sabia que as coisas iriam ficar difíceis, pedi para falar com o gerente, na certeza que ele tomaria a atitude mais fácil do mundo: cancelaria a primeira NF (preenchida à mão, não estava no "sistema") e faria outras duas conforme pedido.

Mas o gerente custou a entender o que eu queria e tive que explicar por pelo menos 40 minutos (JURO) o que gostaria que fosse feito. No final, tive que literalmente devolver o troco, ao que ele me devolveu o dinheiro gasto, aí ele rasgou a nota fiscal, eu paguei de novo e ele me fez as duas notas...ah, e deu o troco.

isso é todo o comentário: reticências...

hahahaha, mais uma de Portugal...muito boa! vou repassar esse texto para meus amigos portugueses, eles vão ficar me devendo um comentário aqui.

Celo, nem me lembre dos meus dias tentando ser pedestre em Brasília. Me lembro um dia que estava sem carro (afinal, não podia sair dessa cidade sem bater o carro, ne?! Eu seria uma estranha no ninho, rss) e tive que andar a pé até o trabalho de meu marido. Eu já sabia que essa cidade não foi projetada para pedestres, mas nunca havia de fato reparado que, ao menos no trajeto que tive que fazer, não havia calçada! Nada! Nadinha... apenas mato. Mato, lama, um ponto de ônibus no meio do mato e mais lama. Me arrisquei a andar pelo asfalto, quase fui atingida por um ônibus e pulei de volta para o mato.

Já em Irvine (cidade que morei na Califormia), tinha calçada, mas não tinham pedestres. Nem carros. Cidade-fantasma no fim de semana. Fui parada pela polícia (que saiu do meio do nada) pq não atravessei a rua (deserta) usando a faixa de pedestres.

Enfim...

Essa historia de caminhar x dirigir foi vivida por meu pai e pela minha madrasta quando mudaram para Curitiba. Eles moravam em SP no Itaim e nos finais de semana caminhavam muito ou andavam de bike, iam ate o Ibirapuera, ou ate o Mercearia. Chegando em Curitiba descobriram que eram considerados estranhos para os locais, e se viam andando sozinhos pelas ruas. Hoje acho que as coisas mudaram um pouco, eles estao num bairro mais boemio e as pessoas se movimentam mais.

Aqui em Portland, por outro lado, quando fui tirar a carta de motorista tive que estudar leis de respeito ao pedestre e ao ciclista. Na ordem de privilegio, carro da passagem ao ciclista, que da passagem ao pedestre. Tem pista de bike pela cidade toda e o povo usa MESMO para ir pro trabalho, pra escola, ao supermercado, etc. Ate os onibus sao preparados para receber o ciclista: tem um gancho na frente onde cabem duas bicicletas, e na hora do rush faz fila, pois quem chega primeiro tem preferencia.

Eu fiquei completamente encantada e sempre que o tempo permite procuro deixar a preguica de lado e usar a bike em vez do carro. Agora o tempo esta comecando a esquentar e a molecada toda sai de bike por ai. A gente ve criancinha de tres, quatro anos comecando ja a andar sem rodinha, e nene sendo rebocado em traliers ligados a bicicleta do pai ou da mae.

A cidade e tao ligada ao ciclismo que e possivel achar ate city tour de bike. Mas Portland e assim, uma excessao, um lugar maluco que aconteceu de ser parte dos Estados Unidos. O lema aqui e "keep Portland weird" - e a gente percebe o povo se esforcando pra atingir o objetivo.

Pois é, aqui em Santiago a onda verde das bicicletas está pegando! Eu tô dentro. Duro é o inverno... em breve saberemos se esse brazuca tropicaliente guenta o inverno santiaguino em cima de uma magrela! Em casa, em pleno outono, já estamos de aquecedor ligado.. hehehe

Uau!!!! Depois dessa, tive que colocar Portland em minha listinha de Places to Go! ;))

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