Para dividir e digerir Num desses dias chuvosos de Edimburgo me peguei sapeando a TV, como num esforço para manter a cabeça vazia e (Ler mais)
Branco e Preto As referências de cor variam muito em diferentes lugares. Prato cheio para quem estuda semiótica. Reza a lenda que no (Ler mais)
Artigos "The Clinic" Olá pessoal,
Andei publicando uns artigos sobre a perspectiva de um brasileiro supostamente imerso na sociedade chilena e gostaria de (Ler mais)
Boleiro no Estrangeiro
Aqui na comunidade já apareceram diversos estigmas do estrangeiro aos
olhos do brasileiro, bem como do brasileiro aos olhos do (Ler mais)
Muitos reclamam que em quatro anos não se constrói um país, não se muda nada, mal se consegue estruturar para que o time funcione e já chegam as próximas eleições. Bom, para começo de conversa, os mandatos oscilaram entre 4 (Aylwin e Bachelet) e 6 anos (Frei e Lagos). O que dizer do mandato acumulado de 20 anos? Não é suficiente? Quais são as amarras? Não há vontade política?
Num desses dias chuvosos de Edimburgo me peguei sapeando a TV, como num esforço para manter a cabeça vazia e relaxada. Parei desavisadamente num programa que mostrava uma experiência de uma senhora que trabalha há anos tentando sensibilizar as pessoas quanto ao preconceito de raça.
Todo mundo adora se dizer "não preconceituoso", mas o que essa senhora queria mostrar é que a hegemonia branca está entranhada nas sociedades (ou na grande maioria delas) e mesmo que você nunca tenha cometido nenhum ato ou palavra de racismo, vive numa sociedade racista. Sim, AINDA vivemos nela.
As referências de cor variam muito em diferentes lugares. Prato cheio para quem estuda semiótica. Reza a lenda que no Alasca distinguem vários tipos de branco bem como em determinados países árabes, a presença do deserto faz com que distinguam o que classificamos como amarelo em diversas palavras diferentes. O que chamamos de tons (nuances da mesma cor) para eles são cores diferentes.
Quando estive na Tanzânia, fiz certa amizade com um sujeito chamado Julius, cujo apelido era Whitey ("branquinho"). Querem ver o quanto ele é branquinho?
E aqui no Chile acontece o contrário. Uma das coisas mais divertidas é
Andei publicando uns artigos sobre a perspectiva de um brasileiro supostamente imerso na sociedade chilena e gostaria de compartilhar com vocês aqui!
Vou publicar um por um para ver se alguém se anima de comentar e compartilhar a opinião! Publico em português, mas os publicados no jornal (The Clinic) estavam, evidentemente, traduzidos da melhor maneira possível...
Um abraço do Aloísio
"Alharacos"(por Aloisio da Cidade)
Ainda lembro meu assombro quando da primeira vez que abri um
jornal no Chile, em meados de 2000. Na primeira página figurava, vejam vocês, um
roubo, a mão armada, a um supermercado. Roubo.
Quando
soubemos que iríamos passar um tempo indeterminado em NY por causa do
MBA do meu marido, tivemos pouco tempo para preparar toda a mudança. Pedir
demissão do trabalho cumprindo o aviso prévio, vender os móveis, mandar o que
não foi vendido para a cidade de nossos pais (somos de SP mas na época morávamos
em Brasília), separar o que iríamos trazer, correr atrás dos documentos para
tirar o visto,idas à embaixada, enfim.... todo esse processo que os brasileiros
que moramfora bem conhecem.
Mas além disso tudo, tínhamos um outro desafio: trazer nossa
gatinha, Mia Farrow, conosco. E posso (Ler mais)
Ao ouvir a turista
brasileira comentar com a amiga na calçada de Providencia (tipo Jardins daqui),
olhei em volta e percebi que estavam falando de mim. Satisfeito não apenas pelo
elogio, mas por dar-me conta que pelo menos já me camuflo para os turistas, muito
embora para o chileno esteja bem claro que venho de fora, coisa que nem faço
questão de esconder. Minto: exceto no camelô, que vai querer cobrar mais caro.
Pensei em agradecer,
mas preferi manter o anonimato para ver se vinha alguma outra
Aqui vai o pensamento de uma brasileira não-puta (acho eu, vai saber!) em defesa do que não deveria ter que ter defesa. No Brasil temos garotas e apresentadoras de programa, corruptos e pudicos, phds, políticos e até santo reconhecido pelo Vaticano. Como em qualquer lugar, há de tudo um pouco.
A verdade é que o que há em abundância no Brasil é a corrupção e um de seus piores efeitos: a desigualdade social. Temos sim tanta gente pobre e desesperada, ignorante e mal-tratada que dói de pensar.
Simplificando, isso gera outros males e um deles é a noção de que
Esse é um dos assuntos que me chamam atenção aqui em Oz Land e acredito que seja curioso pelo fato de um assunto estar ligado ao outro: aqui drink driving é coisa séria, então imagina você que todo mundo que sai na balada sexta ou sábado à noite precisa de um taxi!!!!
Coisa que gosto nos australianos é que levam muito a sério o fato de dirigirem em plena consciência. Não é nada como no Brasil que todo mundo bebe e sai drigindo. Aqui a coisa fica feia mesmo e já conheci vários aussies com o "breathaliser" no carro. (Aquele
A palavra inverno, para um paulistano, não provoca tanto temor, apenas a certeza de um ou dois meses em que a boemia troca a Original gelada pelo vinho, de preferência chileno, ou pela boa e velha cachaça mesmo. Tempo de São João, de garoa, de sopa. Tempo em que os ambientes fechados ganham a clientela das mesas na calçada. Tempo em que vai ter que usar aquele casaco meio grande com cheiro de naftalina herdado de geração em geração ou, para os mais atrevidos e endinheirados, comprado no exterior. De preferência Paris, mas Buenos Aires serve. Complementando a vestimenta, tempo
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